30 de abr. de 2009

Guia do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa é divulgado em braile

Mesmo quem não enxerga terá de se adaptar às novas regras de escrita da língua portuguesa, em vigor desde 1º de janeiro deste ano. O Acordo Ortográfico também influencia o sistema braile, em que pontos em relevo no papel decodificam letras e pontuação.

Lançado recentemente pelo Senado, o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa em braile será distribuído a entidades representativas dos deficientes visuais, como ONGs, associações e secretarias estaduais.

O livro foi elaborado pela Seep (Secretaria Especial de Editoração e Publicações), por requerimento do senador Romeu Tuma (PTB-SP). Segundo ele, a idéia é enviar a publicação também para os demais países de língua portuguesa: "assim, os cegos poderão acompanhar a literatura que for modernizada na língua portuguesa".


Adaptação é a mesma
Segundo Regina de Oliveira, coordenadora de revisão da Fundação Dorina Nowill, em São Paulo, é possível colocar no sistema todos os tipos de transcrição, do português comum a fórmulas científicas e partituras. Para ela, será necessário um tempo para se acostumar às novas regras, "mas as dificuldades serão as mesmas de quem enxerga".

Cerca de 0,5% da população mundial não enxerga, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Dos casos registrados, 90% se encontram em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos e 80% deles poderiam ser prevenidos se fossem detectados com antecedência.

Fonte: UOL

27 de abr. de 2009

Conheça as sete funções da palavra "que"

A palavra "que" em português pode ser:

1. Substantivo: precedido de determinantes e acentuado.
Exemplo: Ele tem um quê de misterioso.

2. Pronome Interrogativo:
2.1. Pronome Interrogativo Adjetivo: acompanha um substantivo.
Exemplo: Em que escola você estuda?

2.2. Pronome Interrogativo Substantivo: quando vier junto de ponto de interrogação, acentuado.
Exemplo: Que aconteceu? Aconteceu o quê?

3. Pronome Relativo: substitui o antecedente e corresponde a: a qual, as quais, etc. Introduz uma oração subordinada adjetiva.
Exemplo: O homem que chegou é meu tio.

4. Advérbio: (de intensidade) - equivale a quão, como, e acompanha adjetivo e advérbio.
Exemplo: Que bom foi você ter vindo.

5. Preposição: (equivalente a de) vem junto do verbo TER.
Exemplo: Tenho que sair.

6. Interjeição: exprime sentimentos; vem seguida de ponto de exclamação (!)
Exemplo: Quê! Você fez isso?

7. Conjunção:
7.1. Coordenativa Aditiva: = (e)
Exemplo: Luta que luta, nunca tem nada.

7.2. Coordenativa Explicativa: equivale a "pois".
Exemplo: Não choras, que estarei ao teu lado.

7.3. Subordinativa Integrante: = (isso)
Exemplo: Quero que voltes.

7.4. Subordinativa Causal: = (porque)
Exemplo: Não irei ao cinema que vai chover.

7.5. Subordinativa Comparativa: = (do)
Exemplo: Fiquei mais rica que José.

7.6. Subordinativa Consecutiva: (vem depois de tanto, tão).
Exemplo: Correu tanto que cansou.

7.7. Subordinativa Temporal: = quando
Exemplo: Aberto que foram os portões, todos entraram.

7.8. Subordinativa Final = para que
Exemplo: Faço votos que vocês sejam felizes.

8. Partícula expletiva ou realce: pode ser retirada da oração e pode vir na expressão "é que":
Exemplo: Nós é que somos culpados.

*Jorge Viana de Moraes é mestre em Letras pela Universidade de São Paulo. Atua como professor em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras.
Fonte: www.uol.com.br

24 de abr. de 2009

24 de abril – Dia do Agente de Viagem

A Faculdade Santa Helena parabeniza a todos vocês cuja função é levar às pessoas a oportunidade de conhecer coisas boas por esse mundo.
Para saber mais sobre O QUE É SER UM AGENTE DE VIAGENS.

O QUE É SER AGENTE DE VIAGENS?
Agente de viagens
"Profissional que comercializa serviços de turismo nacionais e internacionais"

O que é ser agente de viagens?

O agente de viagens é o profissional que vende serviços de turismo, como excursões, pacotes e roteiros personalizados, que incluem hotelaria e transporte. Programa destinos, contrata empresas de transporte para traslado, acomodação em hotéis, aluguel de carro e programas de entretenimento, segundo o que deseja o cliente.

Também fazem parte de suas tarefas profissionais oferecer Informações sobre diárias e localização de hotéis, clima do lugar de destino, hábitos da população, orientações sobre moeda, câmbio e visto (no caso de viagens internacionais), e vários outros suportes para que o pacote de turismo ou a excursão desejada pelo cliente seja corretamente escolhido.

Quais as características necessárias para ser agente de viagens?

Para ser um bom agente de viagens é importante que o candidato tenha interesse por diferentes culturas e gosto por conhecer novos lugares, indicando a melhor opção ao cliente. Além disso, é importante apresentar as seguintes características:

• Capacidade persuasiva
• Boa comunicação
• Dinamismo
• Simpatia
• Clareza
• Objetividade
• Organização
• Capacidade de lidar com o público
• Paciência

Qual a formação necessária para ser um agente de viagens?

Para atuar na profissão, não há exigências formais requeridas como uma escolaridade mínima. Porém, é desejável que o candidato tenha ao menos o ensino médio completo, noções de informática e curso técnico profissionalizante de agente de viagens.

O curso tem duração média de 250 horas e contempla os seguintes conteúdos: como operacionalizar roteiros de viagens, passeios e visitas, negociação de pacotes com terceiros, emissão de documentos, como voucher, passagens e formulários de reserva, administração de empresas de turismo, e estágio em agências de turismo com duração média de 100 horas.

Assim, o agente terá mais condições de indicar o melhor destino ao cliente, informando os pacotes que mais se encaixam na preferência do cliente. Para tal, bons conhecimentos de geografia, cultura geral e línguas estrangeiras são requisitos que podem fazer a diferença no momento da contratação do profissional.

Principais atividades

As atividades do agente de viagens se dividem, basicamente, em:

• Organizar excursões
• Negociar preços e condições com hotéis
• Contratar companhias transportadoras
• Agendar visitas a parques temáticos
• Emitir bilhetes aéreos
• Informar os clientes sobre rotas dos aviões, escalas, horários e tarifas, fazendo cálculo de milhagem
• Promover a venda de excursões e pacotes turísticos, montando roteiros personalizados
• Fazer a entrega de passagens, vouchers, seguros de saúde e tirar dúvidas

Comissões

O agente de viagens obtém a remuneração de seus serviços, geralmente, através de uma comissão calculada sobre o valor dos serviços que são contratados por seu intermédio. O percentual de comissão pode variar caso a caso, indo de 5% a 30% ou mais, conforme a natureza dos serviços prestados. Há também outras formas de remuneração em casos específicos, como um preço fixo para prestar assessoria a uma organização, ou por um pacote definido de serviços.

Áreas de atuação e especialidades

O agente de viagens pode atuar como autônomo ou em agências de viagens, uma forma mais comum e garantida de trabalho, com um salário fixo, além das bonificações por número de pacotes vendidos, conforme regras que variam de acordo com cada empresa em que atuar.

Com uma maior segmentação do setor, diversas agências de menor porte vêm surgindo, promovendo viagens para novos destinos, como para cidades do interior do Brasil, próximas de onde se localizam estas cidades e a preços promocionais. Assim, abre-se mais espaço para profissionais que desejam atuar na região em que residem e também permite que ele conheça mais o local de destino dos clientes, proporcionando uma boa qualidade no serviço.

Tanto nas agências grande a pequeno porte, o agente de turismo pode se especializar com a venda de pacotes:
• Internacionais: oferecendo informações para destinos norte-americanos, europeus e praias do Caribe e Oceania
• Nacionais: com viagens para praias do Nordeste, serras do Sul, Planalto Central, Pantanal e Amazônia
• Intercâmbio: Promovendo as opções de estudo segundo o que deseja o cliente para países reconhecidos por acolherem alunos estrangeiros, como Estados Unidos, Canadá e Austrália
• Excursões: Viagens programadas por grupos de estudantes ou até idosos para destinos do Brasil ou internacionais

Mercado de trabalho

Com a constante apreciação do real frente ao dólar, o mercado de trabalho para o agente de viagens encontra-se em expansão e é bastante promissor. Os destinos internacionais, com valor reduzido ao se comparar com anos anteriores, estão atraindo cada vez mais turistas que desejam conhecer outros países, a ponto de muitos pacotes se esgotarem meses antes da data da viagem. Assim, atualizar-se com relação a culturas estrangeiras e principais destinos de interesse pode ser um diferencial no momento da contratação, principalmente pelo aumento considerável de viagens para Estados Unidos e países da Europa.

Nesta esteira, o turismo brasileiro também ganhou novo fôlego, com a procura pelas tradicionais viagens às praias do Nordeste e também impulsionado pelo ecoturismo, que vem crescendo devido a maior busca pelo contato com a natureza em paraísos ecológicos, como os Lençóis Maranhenses, Pantanal e Amazônia. Países com vasta cobertura vegetal como o Brasil tendem a se destacar nesta área e assim, os agentes de viagens devem ficar atentos às informações sobre este tipo de viagem para melhor informar seus clientes quanto aos melhores locais, acomodações e preços.

Curiosidades

As viagens sempre foram muito importantes na formação da cultura humana. No século XV, as viagens no mundo ocidental ganharam grande impulso com as grandes navegações, que permitiram um intercâmbio muito grande entre culturas européias e as indo-americanas, contribuindo para a existência de culturas como a brasileira, por exemplo.

Mais recentemente, no século XIX, a idéia de turismo tinha se fixado com a chegada das linhas férreas, porém ainda havia problemas que colocavam em risco o desenvolvimento e a qualidade da atividade turística, como a pouca disponibilidade de horários, altas tarifas e acomodações de baixa qualidade.
Com isso, o inglês Thomas Cook, resolveu fretar um trem com tarifas reduzidas, o que aumentaria a demanda pela viagem. A partir dai, Cook criou as viagens em grupos, iniciando a primeira e maior agência de viagens de todos os tempos quando organizou o primeiro tour em larga escala, conduzindo 500 pessoas para Leicester, Reino Unido. Thomas Cook também foi o primeiro a usar campanhas publicitárias e de marketing para captar clientes.

A empresa de Cook se tornou uma das primeiras empresas internacionais a ganhar o reconhecimento e tornou acessível a viagem e o turismo a pessoas da classe trabalhadora e da classe média, padronizando-os e produzindo-os em massa e o turismo acabou assemelhando à produção em série.
Os negócios foram se ampliando e iniciaram- se as reservas em hotéis, restaurantes e em 1845, foi organizada uma excursão para o litoral de Liverpool que em uma semana venderam 350 passagens. A partir daí aumentaram os números de viagens à distância entre os locais, assim como a venda em grande quantidade. Algumas de suas idéias foram copiadas e ampliou-se o número de ofertas por outros operadores.
No caso brasileiro, durante muito tempo não se deu importância ao turismo, apesar do país possuir destinos cobiçados pelo mundo todo. Porém, a partir dos anos 80, o potencial turístico do país passou a ser mais notado e surgiram diversas empresas do setor, que perduram até hoje e promovem as melhores viagens nacionais com grande quantidade de pacotes. Com isso, o turismo está cada vez mais em alta e a profissão do agente de viagens é bastante promissora graças ao interesse das pessoas em conhecer outros lugares e culturas diferentes.
Onde achar mais informações?

• Associação Brasileira das Agências de Viagem - ABAV
• Sindicato das Empresas de Turismo do Estado de São Paulo - Sindetur

Fonte: Redação Brasil Profissões

20 de abr. de 2009

IQE dá início à capacitação de professores em diversas frentes

O Instituto Qualidade no Ensino (IQE), ONG voltada para a melhoria do ensino na rede pública de educação, iniciará o mês de maio com duas importantes tarefas.

Uma delas é a capacitação de todos os professores da rede de ensino de Jaboatão dos Guararapes com o objetivo de melhorar a aprendizagem nas escolas públicas do município. O programa – conhecido como Qualiescola – terá três anos de duração e vai beneficiar cerca de 50 mil alunos.

Saindo da Região Metropolitana do Recife, o IQE também vai trabalhar junto às redes municipais de ensino das cidades de Petrolina e Lagoa Grande (em Pernambuco) e Juazeiro e Casa Nova (na Bahia). Também beneficiados pelo Qualiescola, os docentes serão capacitados por meio de um conjunto de ações articuladas de intervenção na prática escolar.

Sobre o IQE - O Instituto Qualidade no Ensino (IQE) é uma organização sem fins lucrativos, criada em 1994, em São Paulo, e mantida com o apoio de empresas privadas e parcerias com governos. Sua missão é contribuir para a melhoria do processo do ensino e da aprendizagem nas escolas da rede pública, investindo na formação e valorização do educador e na relação da escola com sua comunidade, promovendo a cidadania. Seu foco de atuação é o ensino fundamental, de 1ª a 9ª série. Em 1999 o IQE chegou a Pernambuco.

Sobre o Qualiescola - O Qualiescola possui duas versões, o Qualiescola Ciclo I, trabalhando Língua Portuguesa e Matemática para alunos de 1ª a 4ª série e o Qualiescola Ciclo II, que também trabalha com as disciplinas de Geografia, História e Ciências e é focado em crianças de 5ª a 8ª série.

16 de abr. de 2009

FSH realiza I Semana do Contabilista

A partir da próxima quarta-feira, 22/4, a Faculdade Santa Helena promove a I Semana do Contabilista, em comemoração aos profissionais e estudantes da área de Ciências Contábeis.

Para marcar a data, instituída sob a inspiração do Senador João Lyra, em 25 de abril de 1926, ocasião em que proferiu discurso que enalteceu à Classe Contábil Brasileira, a FSH preparou três dias de programação voltada para os alunos e o público em geral.

Para participar, basta levar um 1kg de alimento não-perecível que será doado à cooperativa Pró-Recife, parceira da faculdade nas ações de coleta seletiva.

Confira abaixo o calendário:

I Semana do Contabilista FSH
Local: Faculdade Santa Helena
Data: 22, 23 e 24/04/09


Oficinas de Orientação para a Comunidade (aberto ao público):

Dias 22, 23 e 24/04/09
Horário: Das 10h às 14h e das 18h às 21h
Local: Faculdade Santa Helena
Oficinas:

·Por que sair da Informalidade para a Legalidade: Vantagens para o Profissional Liberal e o Comerciante de Pequeno Porte.

·Como Declarar seu Imposto de Renda: Orientação Gratuita Para a Comunidade.


Palestras exclusivas para os alunos de Ciências Contábeis da FSH:

Dia 22/04
Horário: 19h às 21h
Local: Faculdade Santa Helena
Temas: A Importância do Contador no Planejamento Tributário para a Maximização dos Resultados nas Empresas.


Dia 23/04
Horário: 19h às 21h
Local: Auditório do Sebrae PE
Tema: Atualização das Normas Técnicas Contábeis: Adequação aos Critérios Internacionais.

Dia 24/04
Horário: 19h às 21h
Local: Faculdade Santa Helena
Tema: Redução da Retenção Previdenciária: Caminho Possível e Legal.

Fonte: MID Comunicação - Assessoria de Comunicação da FSH

15 de abr. de 2009

MEC oficializa proposta para unificar vestibulares

O MEC (Ministério da Educação) e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) entregaram, no último dia 31/3, à Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) a proposta de criação de uma prova semelhante ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para servir como vestibular unificado das universidades federais. O documento seguirá para análise e discussão do órgão, que reúne os 55 reitores das universidades federais. A partir daí, os dirigentes poderão debater o assunto e incluir sugestões.

"A proposta é que a prova funcione como o processo de seleção para as universidades que aderirem ao programa. Para atender a essa demanda, o exame sofreria mudanças. Ele seria aplicado em dois dias, divididos em quatro blocos de conhecimentos: língua portuguesa e redação, matemática, ciências humanas, e ciências exatas e biológicas", explicou Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, durante entrevista coletiva dada na tarde desta terça-feira em Brasília ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad.

Pela proposta do MEC, o novo Enem seria composto de questões de múltipla escolha e dissertativas, que abrangeriam todas as disciplinas, inclusive língua estrangeira. A iniciativa é privilegiar a reorganização do currículo do Ensino Médio e possibilitar a correlação dos conteúdos. De acordo com Haddad, a proposta vai permitir maior mobilidade de estudantes entre as universidades, já que o programa facilitaria o fluxo de alunos que mudariam de estado para estudar.

A mobilidade estudantil, segundo o ministro da Educação, não seria o único benefício do novo Enem. "Seria possível eliminar algumas provas. Por exemplo, não seria necessário realizarmos o Enade (Exame de Desempenho dos Estudantes) para os ingressantes. Poderemos comparar o Enade dos alunos do último ano da graduação com o Enem", afirmou Haddad. O presidente do Inep acrescentou que o novo Enem proposto pelo MEC para substituir o vestibular das universidades federais deverá equilibrar a competição entre os vestibulandos. "Isso porque, o novo exame será padrão e com o mesmo nível de dificuldade para todos. A prova deve exigir dos candidatos mais capacidade de análise e raciocínio, ao contrário da memorização pedida no modelo de vestibular aplicado hoje", declarou Fernandes.

"Na manhã desta terça-feira, participei de uma videoconferência com os demais reitores e marcamos uma reunião para segunda-feira que contará com a presença do ministro da Educação e do presidente do Inep para que esclareçam a proposta", explicou o presidente da Andifes, Amaro Lins. Segundo ele, a reunião é necessária porque o documento enviado pelo MEC seria "superficial" e a Andifes quer mais informações para que os dirigentes das IES (Instituições de Ensino Superior) federais possam discutir o assunto.

Vestibular Nacional
Além das instituições federais, a idéia é que o novo Enem seja estendido posteriormente a instituições privadas e as demais públicas, mediante adesão das universidades. "Cada uma das instituições poderá decidir se quer ou não participar de tal processo. Elas continuarão a ter autonomia para usar o modelo sem deixar de usar outras formas de ingresso, como o PAS (Programa de Avaliação Seriada), por exemplo", comentou Haddad. Ele disse também que as IES poderão avaliar a necessidade de aplicar a segunda fase da prova para cobrar uma parte específica do conhecimento.
A sugestão de unificar o vestibular das universidades federais foi dada pelo ministro da Educação na última reunião da Andifes, realizada em 11 de março. A proposta tem base na mudança do Ensino Médio. Haddad acredita que seja melhor haver um vestibular nacional, modelo similar ao de países como Estados Unidos e França. "O novo Enem seguiria o modelo do SAT (Scholastic Assessment Test) dos Estados Unidos. O estudante prestaria o exame e enviaria sua nota para as universidades em que quer estudar", explicou o ministro.

Haddad acredita que o novo Enem poderá ser realizado mais de uma vez por ano. "Mais adiante, poderá ser necessário realizar o exame duas vezes ao ano para que os estudantes tenham mais chances de melhorar as notas. O aluno que não quiser realizá-lo diversas vezes, entretanto, poderá enviar sua nota de edições passadas às IES", disse Haddad. Para ele, será possível avaliar os vestibulandos com base em edições já realizadas da futura prova porque o exame terá sempre a mesma dificuldade. As universidades decidiriam qual a nota mínima de cada curso para que o aluno fosse aprovado, similar às notas de corte existentes hoje.

Mesmo sem a adesão das universidades, o MEC quer implantar o novo modelo de exame ainda esse ano. "Já é possível realizarmos esse novo Enem com a nova proposta para que desde já seja possível a comparação entre o resultado dessa prova e das próximas edições pelos alunos. Dessa forma, é mais fácil saber se houve melhoras em seu desempenho", declarou o presidente do Inep. Haddad complementa que com a implantação do novo Enem, a reforma do Ensino Médio será mais rápida.

Segundo o presidente da Andifes, mesmo que as universidades federais aceitem a mudança no processo de seleção, ela deve ser discutida. "Os vestibulares que as instituições aplicarão no final do ano já estão em elaboração. Se a mudança realmente ocorrer, é preciso que a decisão seja tomada logo para que todos os pontos fiquem claros ou que as federais prorroguem o exame unificado para o vestibular 2011", alertou Lins.

De acordo com a assessoria do MEC, a ação faz parte do processo de reforma do Ensino Médio. Se a proposta for aprovada pelas universidades federais, o novo modelo será aplicado ainda este ano, para o ingresso em 2010.

Fonte: www.universia.com.br

14 de abr. de 2009

As estratégias que preparam o terreno para quem deseja escrever textos mais dinâmicos e inventivos

Fonte: Revista Língua

O jornalista Sérgio Porto (1923-1968), ou Stanislau Ponte Preta, sugeriu certa vez que o colunista social Ibrahim Sued (1924-1995), entre outras qualidades, era ignorante e analfabeto. Raivoso, Ibrahim ameaçou processá-lo, caso não houvesse retratação.

A ameaça não foi ignorada. Mas Sérgio Porto não poderia simplesmente recuar.
Imaginemos que ele estava querendo sair da ameaça de processo sem negar o que disse. As horas passam e ele busca uma solução. Mas, na coluna seguinte, lá estava o trivial texto todo-amores, alegando que tudo não passara de mal-entendido. É então que, muitas linhas de escusas depois, o texto dispara, ali, no finalzinho:

"Em momento algum, Ibrahim, escrevi que você é um analfabeto. Quem leu isso para você, mentiu".
Um leitor distraído poderia deixar passar a sutileza de Sérgio Porto em afirmar negando. Seu raciocínio deu uma virada, similar, embora muito mais elegante, à vivida pelo sujeito que pergunta: "Poderia me dizer as horas?" e recebe em resposta: "Posso, mas não agora".

Mudar o eixo
Ao cunhar a afirmação apoteótica, num texto que seguia outra direção, um de nossos maiores cronistas reproduziu antigo mecanismo de produção criativa de textos, o da procura por um evento precipitador que reconfigura o problema inicial. A frase final de Porto desencadeia um estalo cognitivo que transforma a situação e reorganiza o universo de percepção de quem lê.

Mudar o eixo em que as coisas são apresentadas está no cerne de um texto criativo. O raciocínio comum, sequencial, atua dentro de um quadro de referências aparente e familiar. O inventivo diz algo além do que está na superfície, associa o domínio inicial de um problema a outro quadro de referências.

Não se pode escrever (com qualidade) sem mobilizar mecanismos que estão no terreno da criatividade, a habilidade de criar respostas novas e inusitadas para os problemas de expressão com que estamos envolvidos. É habilidade valorizada em empresas, governos e escolas conscientes de atuarem num cotidiano que passou a exigir mais do que meras soluções esquemáticas para problemas cada vez mais imprevisíveis em realidades que se transformam.

Qualidades
Em geral, criatividade vem da busca de solução quando tropeçamos num grande volume de abordagens possíveis ou soluções parciais que consideramos insatisfatórias.

O brasileiro tem um temperamento, em particular criativo, para agir em condições adversas e improvisar ante o inesperado, mas nem sempre se sente preparado para traduzir essa diversidade por escrito. Por isso, podem ser de ajuda algumas constatações que a literatura, a filosofia e a ciência fizeram recentemente com relação à criatividade.

A primeira e mais significativa delas é que criatividade é artesanato, não um dom. Ninguém nasce criativo, mas é possível exercitar a habilidade, o que não a torna uma qualidade natural em todo mundo.

A segunda é que o estímulo primário para um texto criativo é a capacidade de seu autor se abastecer de informações das mais diversas fontes e dos mais variados tipos, e ter a disciplina de ver sempre que bicho dá o ato de conectá-las. Uma das qualidades criativas de um texto é inserir informação antiga (só obtida pelo hábito de consumir e colecionar informações consistentes) em contexto novo, aplicada a um problema atual.

Textos criativos transpõem de forma inesperada uma qualidade humana a uma outra realidade. Essa tradução, em geral, é feita de duas maneiras:

1) Ao recombinar coisas já existentes em outros contextos, dando-lhes novas finalidades;
2) Ao modificar a relação habitual que há entre duas ou mais coisas ou seres, no momento em que se relacionam.

Essa mecânica da redação criativa não dispensa o exercício da curiosidade e nem a experiência. Mas ele pode ser sistematizado para mostrar suas estratégias e seus padrões elementares. Há estratégias que não são garantia de pensamento criativo, mas estimulam um estilo criativo de escrever, aumentando a possibilidade de conseguir soluções satisfatórias.

Ciência
Com estudos realizados por meio de tomografia funcional de ressonância magnética e eletroencefalografia, pesquisadores de diversos países tentam descobrir em que lugar da mente estala a centelha criativa. Segundo a revista Mente & Cérebro (Duetto Editorial), um estudo com músicos de jazz durante uma improvisação em público, feito por uma equipe da Universidade Johns Hopkins (EUA), encabeçada pelo pesquisador Allen Braun, divulgou ano passado que há um padrão bipolar no cérebro durante o ato de criação. Ao ter uma fagulha criativa, a pessoa manteria algumas re­giões cerebrais em alerta enquanto desconecta outras. O córtex pré-frontal desativa o controle com que tendemos a nos adequar ao meio e o cálculo de comportamento que temos o hábito de fazer.

Visão sequencial
Pesquisas como essa podem até explicar o que caracteriza alguém criativo no ato de criação. Mas não necessariamente a operação de guerra que se passa em quem busca escrever com criatividade. Segundo David Perkins, em A Banheira de Arquimedes (Ediouro, 2001), o processo do pensamento criativo se dá, não raro, num ciclo de cinco etapas, que tende a ter lugar em episódios como o de Sérgio Porto:

- Busca demorada: inovação é fruto de contínuo esforço.
- Pouco progresso aparente: ideias inovadoras surgem depois de muitas tentativas.
- Evento precipitador: circunstâncias externas que dão a deixa ou precipitam um evento mental.
- Estalo cognitivo: pensamento inovador vem de repente, como peça que se encaixa no lugar.
- Transformação: ideia de impacto altera o modo como agimos.

Depois de muitas tentativas, Sérgio Porto criou uma simulação em busca de um estalo cognitivo até que encontrou seu evento precipitador (se alguém lê para Ibrahim, então ele é analfabeto), que acreditava poder transformar o modo como o receptor da mensagem reagiria.

É o tipo de mecanismo de raciocínio que marca grandes gênios da escrita criativa, como Machado de Assis, Conan Doyle, Federico Fellini ou Charles Chaplin, capazes de desenvolver em profusão, a partir de elementos sumários, situações as mais criativas para seus personagens. Alguns deles transformaram criatividade em estilo, sintático e lexical, como Guimarães Rosa. Outros protagonizaram alguns dos mais frutíferos processos de criação narrativa, caso de Chaplin .


Vícios sequenciais
O psicólogo americano Joy Paul Guilford (1897-1987) estabeleceu nos anos 50 uma distinção, hoje clássica, entre pensamento convergente e divergente. O convergente é o que tende a limitar sua procura a uma única possibilidade correta de solução para dado problema. Já o divergente seria o raciocínio criativo.

O raciocínio sequencial, convergente, tende a nos viciar de dois modos ao escrevermos um texto:
1) Se o redator foi muito intimidado no processo escolar, pode tornar-se demasiado crítico consigo mesmo ao escrever. Pode implicar com questões secundárias à produção do texto, parando a todo instante para resolver questões gramaticais, perdendo o fio da meada, o rumo do raciocínio, o que afeta sua fluência e a continuidade da escrita.

2) Falta de familiaridade com outras soluções: tendemos a moldar nosso texto a fórmulas que conhecemos. É um modo de pensar e escrever que funciona dentro de um quadro de referências, familiar. Há quem, por exemplo, tenha dificuldade de apreender o todo pela amostragem de uma única parte. Por isso, quanto menos conhecemos, mais limitado tendemos a escrever.

Problemas
Os problemas que exigem criatividade, diz David Perkins, costumam ter aspectos estruturais que desafiam o raciocínio sequencial:

- Imensidão de possibilidades: inúmeras direções tentadoras, com poucas soluções realistas.
- Terreno sem pistas: não há indicação do rumo para a solução.
- Visão estreita: acreditar resolvê-lo com um pressuposto inquestionável. Inquestionável porque a pessoa tem uma representação limitada do problema ou tem a mente fixada a um padrão habitual de pensamento.
- Busca limitada: a pessoa busca a solução dentro de limites que não a contêm.
- Falsas promessas: andar em círculos experimentando as mesmas ações. Os sinais promissores tornam absurda a ideia de abandoná-las. Os problemas que exigem criatividade tentam a pessoa com respostas que são quase boas, mas não o suficiente. Duro é descartá-las.

Diante desse quadro de dificuldades, Perkins sugere meios de pensar que podem ser úteis a quem deseja escrever criativamente:

- Por analogia: fazer ramificações da intuição básica, ao comparar fenômenos sem relação entre si.
- Conexões lógicas: criar cadeia de relações razoáveis entre fatos.
- Colocar uma pergunta crucial no centro do raciocínio.
- Por busca sistemática: movimentar-se pelos arredores certos.
- Examinar sistematicamente grande número de possibilidades.
- Reobjetivar: usar de outro modo o que foi desenvolvido originalmente para um dado fim.

Um texto, para ser criativo, precisa ser visto como um jogo de xadrez: que movimento devo fazer, qual levaria a que situação e que efeito poderei obter? Que ideia ou imagem torna palpável o que quero dizer?
Ser inventivo é saltar o quadro de referências predominante. É alterar o próprio ponto de vista ou aprofundar o exame de um dado fenômeno; é prestar atenção à informação disponível e fazer um atento exame flexível das implicações dela.

Esforço
Não é tarefa simples. Exige esforço contínuo, mudanças de hábito e a disposição para descobrir, certa avidez por surpresas e peito para fazer. O filósofo Henri Bergson defendia que o ato criador está sempre relacionado a uma tensão e um esforço, não à espontaneidade e à inspiração. Se apenas se deixasse inspirar, a pessoa só reproduziria aquilo que já existe. "O espírito elabora a frio, combinando ideias entre si, há muito vazadas em palavras, que a sociedade lhe entrega em estado sólido", escreveu em As Duas Fontes da Moral e da Religião (Almedina, 2005). Bergson desqualificava toda facilidade no ato de criação. Seria preciso, antes de tudo, superar a resistência da matéria, enfatizar o contato com um obstáculo concreto de escrita, vencer hábitos, as imagens rígidas que estão entre a pessoa e sua imaginação.

"O esforço é penoso, mas é também precioso, mais precioso do que a obra que resulta dele, porque graças a ele tiramos de nós mais do que tínhamos, elevamo-nos acima de nós mesmos", escreveu em A Energia Espiritual (pp 831-2).

Esse esforço só é possível, reitera o filósofo, no contato com a matéria e sua resistência. Ninguém procura o que já sabe - não seria sincero, embora inúmeros textos sejam feitos para confirmar o que seu autor ou leitor já sabia. O escritor criativo é aquele que, mesmo não sabendo o que vai criar, sabe o que procura: o surpreendente, o admirável da ideia que supera um obstáculo, o momento em que as peças de um quebra-cabeça se encaixam.

6 de abr. de 2009

Páscoa: tempo de reflexão

Considerado pela igreja católica um dos mais importantes momentos cristão, a Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação.
Para registrar a data, a Faculdade Santa Helena preparou um "cantinho da oração", logo na entrada da instituição, para que alunos, professores e funcionários possam ter um momento de reflexão sobre o significado da Páscoa. O espaço funcionará de hoje, 6/4,até quarta-feira. Além disso, foram colocados vários cartazes pelos corredores da faculdade com frases e imagens alusivas à epoca.
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