13/10/2010

10 erros de Português que acabam com qualquer entrevista de emprego

1 -"Deixei meu emprego porque houveram algumas dificuldades na em empresa em que eu trabalhava"
Houve dificuldades. Haver, no sentido de existir, é impessoal e não admite flexão. Nunca, em hipótese alguma.

2 - "Ela estava meia ameaçada de falência"
Meio ameaçada. Os advérbios são invariáveis. Não têm, portanto, concordância de gênero.

3 - "Inclusive, o chefe reteu meu último pagamento"
O chefe reteve: “reter” deve seguir a conjugação do verbo do qual é derivado, “ter”.

4 - "Alías, estudei na mesm faculdade aonde o senhor deu aula"
Onde o senhor deu aula: aonde (a + onde) só cabe depois de verbos que indicam movimento. Por exemplo, “fui aonde o senhor me mandou”.

5 - "Segue anexo aqui, com meu currículo, dois trabalhos que fiz"
Seguem anexos, porque são dois trabalhos: cuidado com a condordância verbem (seguem dois) e também com a concordância nominal (trabalhos anexos).

6 - "Agora, já fazem cinco anos que trabalho nesta área"
Faz cinco anos: quando o verbo “fazer” indica tempo, ele é sempre impessoal – faz um ano, e faz cem anos.

7 e 8 - "Espero que eu seje aprovado. Preciso de trabalhar"
Dois erros inadmissíveis de uma vez só. O primeiro é a conjugação “seje”, que não existe no português.
Espero que eu seja aprovado é o correto. O outro erro grave é de regência. “Precisar” é um daqueles verbos cheios de truques: conforma significado, requer ou dispensa preposição. No sentido de ter necessidade e seguido do verbo no infinitivo, ele não aceita preposição: preciso trabalhar.

9 - "Tenho certeza de que, se eu dispor de uma boa equipe, poderei trazer mais clientes para a companhia"
Se eu dispuser é o correto. Como no item 3, os verbos derivados de ter, vir e pôr não podem ser conjugados de forma regular. Por exemplo: se ele vier, jantaremos. E, se eu intervier, essa briga vai acabar.

10 - "Qualquer coisa que passem para mim fazer, eu entrego no prazo"
Para eu fazer: antes de verbo, nunca se usa pronome oblíquo. Só o pronome pessoal é permitido.

Fonte: Revista Veja – edição 2177 – agosto/2010

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