26 de ago. de 2009

Ver a pobreza mas cair fora.

Agências especializadas oferecem roteiros por favelas e regiões
devastadas a turistas que querem ser diferentes dos outros turistas
Marcelo Bortoloti.

A imagem foi feita nos Cape Flats, um conglomerado de favelas na Cidade do Cabo, na África do Sul. Em meio a montes de lixo, turistas fotografam as condições miseráveis em que vivem 4 milhões de pessoas. Os Cape Flats são o principal destino do mundo dos reality tours, modalidade de turismo que põe viajantes estrangeiros em contato com pobreza e sofrimento. Por ano, recebem a visita de 300 000 pessoas – quase a metade do contingente que se desloca para Bariloche, a mais famosa estação de esqui da Argentina. No Brasil, o exemplo mais conhecido é a favela da Rocinha, que atrai por ano 42 000 turistas de outros países. Esse tipo de programa é o tema de Gringo na Laje – Produção, Circulação e Consumo da Favela Turística, no qual a socióloga Bianca Freire-Medeiros, da Fundação Getulio Vargas, analisa a atração exercida pela miséria em certos círculos.

Na Inglaterra do século XIX não era considerado impróprio aos moradores abastados de Londres, de vez em quando, praticar o slumming, a visita aos bairros pobres (slums) por curiosidade ou em busca de aventura e de experiências excitantes para o paladar e os olhos. Em troca, deixavam-se alguns trocados para os moradores. O pico de prosperidade material nos Estados Unidos depois da II Guerra Mundial reduziu a pobreza extrema aos guetos de minorias raciais. Uma vez vencida, a miséria pode ser até cultuada como fonte de "pureza" e de inspiração. Esse conceito seria impensável na geração anterior, a da Grande Depressão, em que a pobreza foi sinônimo de degradação física e moral, situação em torno da qual se desenvolve o famoso romance Tobacco Road, de Erskine Caldwell. O livro virou filme e peça de teatro, mas não inspirou ninguém a visitar os barracos dos brancos bocas-sujas, beberrões e
estupradores.

Ainda hoje, os visitantes prósperos são atraídos às favelas como um remédio para o tédio burguês, pela ideia da pobreza como purgadora e, claro, pela certeza de que eles próprios nunca vão morar naqueles casebres. Filmes como Cidade de Deus aumentaram o número de visitantes à favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. O sucesso do longa Quem Quer Ser um Milionário? teve o mesmo efeito na Índia. Outros destinos procurados são os cenários de dramas humanos de repercussão internacional, como é o caso agora das áreas mais atingidas pelo furacão Katrina, que, em 2005, quase destruiu Nova Orleans.

19 de ago. de 2009

Reunião de Coordenadores de Curso de Ciências Contábeis e Instrutores discute melhorias e ideias para o setor

Programação de cursos para o 2º semestre foi um dos temas do encontro

No mês de julho, o Conselho Regional de Contabilidade promoveu uma Reunião de Coordenadores de Curso de Ciências Contábeis e Instrutores do CRC-PE. Na pauta, programação de cursos para o 2º semestre/2009 e a participação das Instituições de Ensino Superior (IES) junto ao Conselho.

Segundo o Vice-Presidente de Desenvolvimento Profissional do CRC/PE, o professor Francisco Galvão, a ideia do encontro foi fazer com que os coordenadores tornem-se uma extensão do Conselho no sentido de estimularem e serem multiplicadores das suas ações, com o objetivo de engrandecer e prestigiar os cursos de Ciências Contábeis. "É uma forma de valorizar cada vez mais os alunos,futuros contabilistas, na execução e aprimoramento de suas atividades como Contador", explica o professor.

Ainda de acordo com Galvão, com os instrutores, foi realizada uma avaliação dos cursos já oferecidos pelo DDP (no primeiro semestre foram 2.025 participantes treinados em vários cursos). Foi discutido também sobre sugestões de novos cursos a serem realizados no segundo semestre, tanto na capital como no interior.

As parcerias em conjunto com o SEBRAE (Contabilizando o Sucesso e Contabilista Voluntário), o IX Encontro Nordestino de Contabilidade - ENECON e a VIII Convenção dos Contabilistas de Pernambuco também foram abordados durante a reunião.

14 de ago. de 2009

Atualize seu navegador: Campanha para eliminar browsers antigos do mercado.

Desenvolvedores ainda perdem muito em produtividade devido a navegadores desatualizados, sem suporte às funcionalidades e tecnologias atuais para alcançar seus clientes, limitando soluções e criando dores de cabeça desnecessárias.

O Internet Explorer 6.0 (lançado em 2001) ainda participa de 34% do mercado de navegadores*. É um browser que não acompanha o estágio atual da Internet, possui falhas de segurança e limita todo o potencial de uma Internet melhor para todos nós.
Esta campanha é uma iniciativa para excluir navegadores desatualizados do mapa da internet do Brasil.

Mais segurança para o usuário, mais liberdade aos desenvolvedores.

*Fonte: http://www.thecounter.com/stats/2009/January/browser.php
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